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Thursday, October 18, 2007

Kurt Wagnar @ S.A.

Kurt Wagner apresentou-se ontem no S.A. acompanhado de guitarra acústica, amplificador e .... estendal !
O amplificador teve como principal missão fazer alguma reverberação, o estendal foi utilizado como estendal, em vez de roupa tinha folhas e o cigarro do Kurt ....encenação original com efeito visual estranho, ainda esperei que o cigarro se juntasse às folhas e gerassem fogo de artificio .... em vão ....

A música dos Lambchop respira múltiplas influências, e fazem questão de as revelar nos covers, que vão de Curtis Mayfield ao muito falado alt-country, houve até quem conseguisse vislumbrar uma associação entre o álbum “Thriller” e Michael Jackson (especulação claro).

Muita da exuberância sonora transmitida por uma banda que já chegou a ter 19 músicos em palco perde-se quando apenas temos Kurt, e uma guitarra, a tocar as mesmas músicas da banda.

Foi estranho no inicio, tanta contenção, tanta simplicidade, tão pouca variação rítmica. Não eram covers, não o podiam ser, eram canções que conheço tão bem difíceis de reconhecer sem ser pela letra. Ao longo do concerto o ouvido foi aprendendo a re-ouvir aquelas canções, aquele novo som que passou a ser familiar, a voz peculiar do Kurt ajudou.

Algumas músicas novas, temas de “How I Quit Smoking” e “Is a Woman” e alguns covers deram o mote para um bom concerto, com momentos um pouco monótonos, talvez devido ao adiantar da hora, o concerto terminou perto das 2h.

O momento mais esperado aconteceu mesmo no fim, quando baixinho muito baixinho Kurt começou a cantar “In the hour of the girl / You can make the danger witness / Or whatever, without your heart “, a noite estava ganha.

Shahryar Mazgani ouve muito boa música, já leu muito bons livros, diz umas "linhas", copiadas ou não, com muita poesia, e tocava umas músicas que merecem escuta atenta noutro local e talvez com o resto da banda.
Tudo corria na perfeição, por assim dizer.
Mazgani é corajoso, arriscou uma versão do senhor L.C. "If It Be Your Will" e como o próprio afirmou o naufrágio esteve iminente.
A honestidade quase desarmante que aparenta ter ainda o(s) vai levar longe.

Monday, October 08, 2007

Amiina, encantadora tentação

fotos by moyanapolit

Na Islândia ainda habitam fadas ?
Parece que sim, pelo menos fica essa ideia após um concerto encantador das Amiina no Santiago Alquimista.

Tantos sons, tanta cor, tantos sorrisos .... tanto silêncio ....
O prazer, quase pueril, que as Amiina têm na exploração de sons tem um efeito delicioso para quem assiste, e se deixa transportar para o mundo muito delas.
A gestão do silêncio foi perfeita, momentos de pura abstracção sonora, com o público quase em contemplação.
há concertos únicos,
há concertos mágicos que nunca se esquecem,
há concertos em que nada podia correr melhor,
há concertos que abandonamos com um sorriso,
este ano tinha acontecido com a Hanne, voltou a acontecer com as Amiina.


Próxima estação: Casa da Música para ouvir Tuxedomoon + Fennesz

Monday, June 18, 2007

Hanne Hukkelberg @ Lux 2007-06-15

Hanne Hukkelberg encerrou a digressão europeia sexta-feira no Lux.
O espaço não me parecia o melhor para ouvir as canções feitas de muitos sons da Hanne, o atraso de mais de 60 minutos, a falta de público e facto de ser fim de digressão pareciam ser factores que iam ter impacto negativo no concerto.
Desde o momento em que Hanne e a banda entram em palco tudo se transforma. O som excelente, a pafernália de instrumentos em palco (desde um bicicleta a uma máquina de escrever), a qualidade dos músicos, o sentimento de comunhão que transmitia a banda ao qual se junta, a essencial quantidade de grandes músicas que foram tocadas com mestria fizerem deste um dos concertos do ano.
Pode não vir a ser o melhor concerto de 2007, mas o mais surpreendente e encantador quase de certeza.
Para finalizar a noite perfeita nada melhor que comprar um CD/EP à Hanne e comprovar a sua simpatia que quase me ia convencendo a comprar um t-shirt.
E agora que venha à Aula Magna.

P.S. Em breve vou deixar por aqui  uma amostra sonora do concerto.

Friday, April 13, 2007

Hanne Hukkelberg - Rykestrasse 68

Hanne Hukkelberg, nome estranho este. "Estranho !" foi a primeira impressão que tive quando ouvi pela primeira vez "Little Things", o primeira álbum da Hanne editado em 2004. O que se ouve nesse disco são sons desordenados, muitos sons difíceis de identificar apesar de se ouvirem distintamente. Mas como por obra do acaso Hanne consegue criar melodias quase pop apartir do aparente caos sonoro. Apesar das devidas distancias fazia lembrar as aventuras de gente como os Matmos, Herbert e um pouco Bjork. Nesse estranho álbum existe uma música perfeita "Searching" ...

Hanne regressa em 2007 com "Rykestrasse 68" e às primeiras audições pouco mudou em relação a "Little Things", continua a soar estranho ... falta apenas encontrar uma nova "Searching" para o encanto pelo universo de Hanne se manter ...

Um disco a ouvir muitas e muitas vezes ....

Tuesday, March 27, 2007

Girl and the Geese

As Cocorosie são uma dupla fascinante. Nos dois primeiros álbuns criaram um universo só delas, mágico, sonhador, infantil e muito belo.
Apesar de andarem perto de nomes como Devendra e mesmo Antony conseguiram introduzir sons electrónicos e acústicos de uma beleza quase lírica.
Não consigo esquecer os múltiplos instrumentos que tocaram no Lux e o ambiente de encantamento que conseguiram criar apartir de batidas rudimentares, básicas mesmo.
Quando se criar uma imagem de quase perfeição para músicas que não se percebe de onde vêm torna-se difícil encarar cada novo disco que as manas lançam. Aconteceu assim com o segundo "Noah's Ark", as primeiras impressões foram negativas, a comparação era inevitável e naturalmente ficava a perder para o magnifico "La Maison de Mon Rêve". Com o passar do tempo deu-se uma melhor assimilação do som e especialmente das melodias e descobre-se que afinal a magia continua.
Agora com o novo "The Adventures of Ghosthorse and Stillborn" a história repete-se, às primeiras audições as canções não soam bem, há uma aproximação ao hip-hop, movimento muito forte e interessante que existe em França, mas não gosto de hip-hop. As vozes continuam lá, as letras continuam a criar imagens de sonho e fantasia, as divagações sonoras continuam originais, no entanto não consigo gostar, ainda, deste novo álbum. Ainda não passei da terceira música.
A acreditar que a história se repete ainda vou gostar muito destas novas composições. Por agora fica um certo desapontamento.

"I don't mean to close the door
But for the record my heart is sore
You blew through me like bullet holes
Left stains on my sheets
And stains on my soul"

Friday, January 12, 2007

Looking Forward to 2007

@basket

Rickie Lee Jones - The Sermon on Exposition Boulevard
Low - Drums and Guns
Arcade Fire - Neon Bible
Kristin Hersh - Learn to Sing like a Star

@ipod

The Shins - Wincing the Night Away
Clap Your Hands Say Yeah - Some Loud Thunder
Andrew Bird - Armchair Apocrypha
Richard Swift - Dressed Up for the Letdown
Of Montreal - Hissing Fauna, Are You The Destroyer?
!!! - Myth Takes
Scarlett Johansson - Scarlett Sings Tom Waits
Rufus Wainwright - Release The Stars
Bright Eyes - cassadaga
Explosions in the Sky - all of a sudden i miss everyone
Devendra Banhart - Smokey
Apartment - The Dreamer Evasive
Calla - Strength In Numbers
Patrick Wolf - The Magic Position

@rumours

Feist
Radiohead
Iron & Wine
Wilco
Damien Jurado
Portishead (já não acredito!!!!)
Animal Collective
The National
Cat Power (novo álbum de versões)

Guns N' Roses - Chinese Democracy (isto é piada !!!)

Thursday, January 04, 2007

Love Songs of the Hanging Gardens

O novo ano começa com música de 2006.
Belo álbum este dos Kelley Polar, bom titulo, excelente capa e a música é ... bem, ainda não sei descrever este tipo de música, electrónica ? O gosto por estes sons começou com Junior Boys, na verdade os meus horizontes musicais alargaram um pouco mas ainda não estou familiarizado com este tipo de discos.

Wednesday, December 27, 2006

Crossing Over

E não é que alguém gostou do meu podcast ????
Obrigado Rui (Crossing Over)

Monday, December 11, 2006

Comment: Lambchop @ Aula Magna (2006-12-10)

Estive quase para não ir ver os Lambchop, por duas razões, já tinha visto dois concertos deles e este mês já foram muitos concertos. Mas só de pensar que pelas mesmas razões não fui a Stuart A. Staples e depois soube que tinha sido um grande concerto e que terminou com a "Tiny Tears", decidi não me arriscar a perder mais um daqueles concertos que ficam para a história.
E ainda bem que fui ... Kurt Wagner e companhia convenceram-me mais uma vez. Um concerto brilhante, excelente som, magnificas canções e aquela voz que não sei de onde vem.
Tenho que admitir que não dei muita atenção aos dois últimos álbuns, depois do genial "Is a Woman" é difícil para os Lambchop fazerem um disco superior.
Surpreendentemente tocaram muitas músicas dos meus álbuns favoritos, "How I quit smoking" ("We Never argue","Smuckers","The Militan") de 1996 e o já citado "Is a Woman" ("My blue wave","Caterpillar","The Daily Grow") de 2002.
Para o encore estavam reservados os melhores momentos, mas antes ainda houve uma situação engraçado, uma groupie resolve subir para o palco, acho que foi um pouco embaraçoso para o Kurt Wagner " I'll have to talk to my wife about this". Voltando ao encore, uma versão assombrosa dos Sisters of Mercy foi o momento alto da noite, nunca tinha visto nada assim, o calmo e gentil Kurt agarrado ao microfone a cantar quase em fúria !!!!, amazin !!!! parecia que o homem adora aquela música ....
Pode não ter sido o melhor concerto do ano, pode não ter sido sequer o melhor concerto dos Lambchop (o do Garage por alturas do lançamento do "Is a Woman" é difícil de ultrapassar) mas foi sem dúvida uns dos melhores encores de sempre a que eu assisti.
No fim do concerto ainda houve tempo para sessão de autógrafos, só a mim, entre álbuns e singles, o Kurt assinou uns 15 cds :D
Para a próxima nem sequer penso duas vezes quando estes senhores cá voltarem ...

set list:

Paperback Bible (2)
Prepared [2](2)
The Rise And Fall Of The Letter P (2)
Nothing But a Blur from a Bullet Train (3)
Nashville Parent (4)
I Would Have Waited Here All Day (2)
Let's go bowling (5)
My blue wave (6)
Caterpillar (6)
We Never argue (1)
The Daily Growl (6)
Smuckers (1)
Crackers (2)
Fear (2)
The Militant (1)
The Decline of Country and Western Civilization (2)

encore

Theone (1)
Steve McQueen (3)
This Corrosion (Sisters of Mercy)
Give it ( X-Press 2 feat Kurt Wagner)

(1) How I quit smoking (Merge 097) 1996
(2) Damaged 2006
(3) Aw C'mon 2004
(4) Nixon (Merge 175) released. Feb 8, 2000
(5) I Hope You’re Sitting Down/ Jack’s Tulips (Merge 070) 1994
(6) Is A Woman (Merge 204/City Slang) 2002 )

P.S. : em breve vou colocar por aqui o encore em podcast. Entretanto podem ouvir o cd que estava à venda no final do concerto: Lambchop - Succulence - Live In Vienna 08.09.2006 (oferta da sara no forum sons)

Comentário ao concerto por Pedro Figueiredo @ Diário Digital
Comentário ao concerto por Cristiano Pereira @ JN

Thursday, December 07, 2006

Donwloads ilegais

O amigo pyrata resolveu colocar para download um álbum dos The Walkabouts, no caso "Trail of Stars" de 1999, mas eis que surge uma "voz" vinda da Alemanha, mais concretamente da Glitterhouse Records a dizer que a partilha era ilegal, logo teria que ser removida.
Sem questionar a validade legal deste pedido (logo acedido pelo pyrata ) queria apenas dizer que a Glitterhouse não tinha nada a perder com disponibilização do álbum. Se pensarmos bem estamos a falar dum grupo com grandes canções editadas mas com pouca exposição e muito pouco público (basta lembrar as passagens por Portugal), logo acredito que seriam mais as pessoas a comprar um futuro novo álbum dos Walkabouts caso gostassem do "Trail of Stars" do que as pessoas a não comprarem este álbum por estar disponível para download, afinal já é de 1999.
Por vezes podia haver mais bom senso nestas questões, a Glitterhouse podia ter deixado passar esta pequena ilegalidade e talvez assim os Walkabouts ganhassem mais alguns ouvintes, afinal a Glitterhouse tem muita responsabilidade na fraca divulgação da excelente música dos Walkabouts, tenho a certeza que noutra editora eles podiam pelo menos ser uma banda de culto ao nível duns Tindersticks. Só para dar um exemplo da má divulgação basta fazermos uma busca no google por "walkabouts", o resultado é um site não oficial !!!!

Tuesday, December 05, 2006

Cat Power @ Aula Magna (2006-12-04)

Ainda não foi desta que consegui assistir a um bom concerto de Cat Power ...
«The Greatest» (a música do ano) deu inicio ao concerto, esperava-a lá mais para o fim, logo ai se percebeu que o som não estava nada bom, quase não se ouvia a voz da Chan Marshall, nada que não se resolve-se.
Mas aquele som nunca chegou a melhorar (cheguei a pensar que estava apenas a assistir a um check sound e mesmo assim não era dos melhores !!!), a bateria do Jim White quase nunca se conseguia ouvir (coitado, deve ter pensado mil vezes o que estava ali a fazer), o baixista não se deu por ele a não ser quando se punha aos saltos (!!!), o guitarrista era indiscritível além de tocar pessimamente ainda tocava demasiado alto abafando muitas vezes (demasiadas aliás) a voz da Chan. Enfim, uma banda que mais parecia a da praça da alegria (sem ofensa para esta nem para o Jim White), sem qualquer noção do som Cat Power, limitavam-se a acompanhar, e mal, a voz.
Mas se o concerto foi péssimo não foi apenas por culpa da banda e do som, Chan Marshall também deu espectáculo, ora parando de tocar as músicas a meio ora alterando as letras ou ainda reclamando com todos (acho que vai despedir alguém daquela banda e com toda a razão), nem o público escapou, também quem manda irem para lá tossir enquanto a menina cantava, se têm tosse fiquem em casa .... Apesar de tudo o pior do concerto foi aquela versão ridícula de "Crazy", o original consegue ser menos chato ...
O concerto também teve bons momentos, poucos é certo, mas que dizer das interpretações assombrosas de "Wild is the Wind", "I don't Blame You" e"Where is My Love" ? Pensei muitas vezes que se houvesse apenas a Chan Marshall e uma guitarra em palco (ela não se deu bem com o piano) podíamos ter assistido a um grande, grande concerto.
Uma última palavra para o público, como é possível fazer uma ovação de pé a um concerto medíocre ? Pior, batiam palmas por tudo e por nada e ainda parecia que adoravam aquela banda. Se aquela banda era boa que dizer do concerto maravilhoso de Yo La Tengo naquela mesma sala na noite anterior ?
Em conclusão, paguei para assistir a um mau check sound (sim, porque não conseguiram acertar com o somaté ao fim do concerto)de Chan Marshall, Jim White (apesar de quase nunca se ouvir) e duns acompanhantes de segunda, será que à terceira as coisas correm melhor ?

Edit in 2006-12-06

Comentário ao concerto por Cristiano Pereira in JN

Comentário ao concerto por Ana Batistar in Diário Digital

Comentário ao concerto por Lara Rosado in musica.iol.pt

Fotografias de Manuel Lino in musica.iol.pt

Yo La Tengo @ Aula Magna (2006-12-03)

Tenho que admitir que esperava um concerto bem mais indie-pop uma vez que apenas conhecia bem os dois últimos albuns. Mas os Yo La Tengo foram brilhantes na forma como interpretaram cada música, fugindo sempre à simples interpretação do que gravaram em album. Um inicio brilhante com "our way to fall" deu o mote para aquilo que seria o melhor concerto do ano.
Ao longo de todo o concerto sentiu-se as fortes infuências dos Sonic Youth e Velvet Underground. Sempre que a baterista cantava lembrava-me logo dos Velvet, por vezes quase caia para Belle & Sebastian, mas logo a seguir aparecia a disturção à là Sonic Youth. Nada no concerto pareceu feito ao acaso, mesmo os longos solos de guitarra soavam perfeitos, e nunca eram despropositados. Destaque ainda para as excelentes versões de "i wanna destroy you" dos Soft Boys e para o final maravilhoso que foi "i found a reason" dos Velvet. O concerto durou mais de duas horas com 3 encores e sem momentos baixos, mesmo a interpretação de "rock'n roll santa", canção tradicional de natal, foi muito boa. O concerto do ano sem qualquer dúvida.

Setlist

our way to fall
pass the hatchet
little eyes
flying lesson
weakest part
beanbag chair
mr tough
song 4 mahila
i feel like going home
autumn sweater
i should have known better
watch out 4 me ronnie
deeper into movies
story of YLT
nuclear war

encore 1

i wanna destroy you (original dos Soft Boys)
little honda
rock'n roll santa (tradicional)

encore 2

season of the shark
let's save tony orlando's house
tom courtenay

encore 3

i found a reason (velvet underground)

Lisa Germano @ Santiago Alquimista (2006-12-02)

A Lisa deu um concerto belissimo, a sua simplicidade foi desarmante. Canções delicadas e frágeis como só ela sabe compor e essencialmente interpretar.
Lisa Germano alternou entre a guitarra e o piano, interpretando essencialmente canções dos albuns "lullaby for liquid pig" e o último "in the maybe world".
Apesar de mostrar algum cansaço natural de quem está a terminar a digressão ainda teve tempo e paciência para dar autografos a todos os fãs que foram falar com ela. Sem dúvida o concerto mais bonito e intenso deste ano, se não fossem os Yo La Tengo seria mesmo o melhor do ano.

Artigo de Nuno Galopin no DN (2006-12-04)

Videos:
Lisa e fãs.
Lisa Germano - Red Thread @ S. Alquimista 2 Dez 2006
Lisa Germano - Golden Cities S. Alquimista 2 Dez 2006

Friday, October 06, 2006

Faun Fables ?

Faun Fables ?
Que música é esta ?
Não sei bem de onde vêm os sons mas não parecem de hoje, parecem músicas de outros tempos. No entanto exercem um certo fascínio, quase encantamento, quase alienação ... este é um mundo de sonhos, sonhos provocados por uma "trip" induzida por uma qualquer substância ...

Tuesday, September 19, 2006

Vetiver na ZDB

Assistir ao concerto de Vetiver foi tudo menos fácil, resumindo:
Cheguei à ZDB pelas 22h30 para comprar bilhete e ... ESGOTADO, nunca me tinha acontecido isto na ZDB.
Havia uma lista de reservas por isso podia-se fazer uma inscrição numa lista para o caso de haver desistências na lista de reservas, foi o que fizemos. Pelas 23h00 começam a vender os bilhetes que sobraram das reservas ... ops ficamos a dois bilhetes de entrar, azar .... mas eis que os meninos ZDB têm uma ideia "Se esperarem pode ser que se vendam mais uns 10 bilhetes  para entrar na segunda parte, caso a sala ainda tenha espaço". Perante isto, e depois de alguma troca de opiniões, resolvemos esperar. Ao fim de quase uma hora é anunciado que ainda se podem vender 16 bilhetes para Vetiver. A primeira coisa que pensei foi "uma sala pequena, sem ar condicionado e esgotada não sei onde vão meter mais 16 pessoas !!!!", mas resolvemos arriscar. SURPRESA, a sala estava muito menos cheia que em outros concertos que não esgotaram .... assisti a todo o concerto sem ninguém por perto, perfeitamente à vontade (!!!!!), enfim ....
O concerto em si foi bom, o som estava excelente.
Os grande momentos da noite foram "You May Be Blue", "Been So Long" e "Amour Fou", esta última a fazer lembrar Devendra e amigos em S.M. Feira. Destaque ainda para duas versões de grupos que não conheço, mas que deixaram alguma curiosidade. Houve alguns momentos em que a música não cativava o público com este a preferir claramente apanhar ar fresco, em resumo valeu a pena esperar e aguentar o calor para ouvir algumas grandes canções.